Institucional

O Colégio Fernando Ferrari surgiu graças ao esforço da família Rocha Leite, que, superando a dor de ver um filho se tornar paralítico, ergueu o patrimônio que vemos hoje.

O professor Jonatan é o terceiro dos dez filhos que teve o casal Josberto Rocha Leite e Luiza Balbina Leite e, após terminar seus estudos no Seminário de Olinda, ele, para ajudar seus pais a criar e educar os outros irmãos, resolveu sair de Pernambuco para procurar emprego. Foi nesta viagem, no Estado de São Luis do Maranhão, que, aos 22 anos, ele contraiu o vírus da poliomielite.

Entretanto, a paralisia não foi motivo para Jonatan deixar de ajudar seus pais. O apoio da família, aliado a sua força de vontade em querer superar a doença foi o primeiro passo para a construção do Colégio Fernando Ferrari.

Ainda na cama, sem poder se locomover, ele começou a dar aulas de inglês a um vizinho que precisava fazer um concurso, em seguida, outros alunos começaram a surgir e o quarto de Jonatan ficou pequeno para atender a todos. Então, com muito esforço, ele foi obrigado a dar os primeiros passos saindo do quarto em direção à sala onde criou uma banca de estudos com hora marcada para atender aos interessados, de acordo com os níveis de escolaridade de cada um.

No início, a Escola foi registrada como Curso Rocha (30/03/1964), e posteriormente como Ginásio Fernando Ferrari (04/03/69), a pedido de seu pai que conhecia e admirava o trabalho que o Deputado Fernando Ferrari desenvolvia pela educação no Brasil. Conhecido politicamente como “o homem das mãos limpas,” Fernando Ferrari era gaúcho de Santa Maria do Rio Grande do Sul e durante a sua campanha para Vice Presidente da República, passou por Paulista e deixou em nós a marca do seu alto espírito cívico dizendo: “Só a criança e a escola devem ter privilégios no Brasil”. Assim nasceu o Ginásio Fernando Ferrari que posteriormente vinha a ser Colégio Fernando Ferrari.

Ainda na década de 60, pensando que outros estavam em piores condições físicas do que ele, Jonatan resolveu direcionar seus esforços em favor das crianças e jovens com necessidades especiais, principalmente paraplégicos e cegos, fazendo um levantamento estatístico na cidade do Paulista, que apresentou a estarrecedora realidade da existência de 125 (cento e vinte cinco) pessoas cegas em nossa comunidade, das quais 45 (quarenta e cinco) queriam e pediam uma escola para estudar. Mesmo com grandes dificuldades financeiras, ele montou uma sala de aula para o ensino de Braile e passou a ensinar a estes jovens, filhos da desventura, que antes perambulavam pelas ruas do Paulista.

A cada ano o número de alunos crescia e os outros irmãos também começaram a fazer cursos de especialização para ajudar Jonatan na tarefa de educar os jovens de Paulista. Aos poucos, a casa da família não conseguia mais acomodar todos os alunos, então, aproveitando a sugestão de sua mãe, a Sra. Luiza Balbina Leite, foram construídas quatro salas de aula no quintal da casa. Porém, poucos anos depois, estas quatro salas passaram a ser insuficientes, foi aí que finalmente, com o apoio do Governo Federal e a ajuda do Dr. Marco Maciel foi construído o prédio do Colégio Fernando Ferrari, que, até hoje, mantém a mesma Filosofia que norteia sua história desde o início, pois a família Rocha Leite tem convicção de que o ato de educar é um Sacerdócio, e deve estar sempre alicerçado na seriedade e na responsabilidade de formar cidadãos para o mercado de trabalho com uma educação exigida pela sociedade atual.

O que o Colégio Fernando Ferrari fez e continua fazendo pela Educação de nossa grande Paulista foi que o tornou conhecido pela comunidade como sendo: “Mais que uma escola, um verdadeiro exemplo de vida”.

O Professor Jonatan nunca deixou de estudar e ensinar, formado em Direito, Letras e Pedagogia, membro e fundador da Academia de Letras e Artes da cidade do Paulista, além de ser poliglota, falando, concomitantemente, cinco idiomas, professor Jonatan se revelou, também um grande Pensador e Filósofo, com frases que ficarão sempre gravadas na história do Colégio Fernando Ferrari tais como: “Pretendo usar minhas pernas imóveis, minhas muletas e minha cadeira de rodas como arcos e flechas para lançar jovens como setas vivas, para um futuro brilhante”. “Está havendo tremores no parafuso do eixo do coração, por isso sofre o homem porque não sussurra, não pratica, nem vive como devia, a palavra AMOR”.

No dia 06 de agosto de 2007, partia Jonatan para companhia do Pai Eterno. Mesmo deixando saudades, sempre será lembrado, com carinho e respeito por todos que o admiravam.